Estou eu, calmamente num fim de semana cultural em SP quando me apita uma mensagem da Su - aqueeeela, da Tribus Adventure. Conhecendo bem, já fui ler com "medinho" e minhas suspeitas se confirmaram.
Precisavam de uma mulher para completar um quarteto numa prova de aventura apenas uma semana depois. Quanto mais ela falava mais o medinho aumentava, junto com a vontade de ir é claro. Seriam 100km com largada no sábado às 22h, previsão de 16h de prova. Detalhe: além de eu estar destreinada, nunca fiz prova noturna.
Precisavam de uma mulher para completar um quarteto numa prova de aventura apenas uma semana depois. Quanto mais ela falava mais o medinho aumentava, junto com a vontade de ir é claro. Seriam 100km com largada no sábado às 22h, previsão de 16h de prova. Detalhe: além de eu estar destreinada, nunca fiz prova noturna.Depois de conversar com os meninos, fui devidamente convencida a ir. Começaram então os preparativos: head-lamps, farol de bike, baterias extras, anoracks, light sticks, sacos estanque, camelback, kit alimentação (gel, barra de proteína, etc). Uma lista enorme de equipamentos pra verificar.
Partimos para Angra ainda na 6a na tentativa de descansar bastante antes da prova. Lá pra meio dia de sábado encontrei e conheci minha equipe: Guilherme de Biasi, Murilo Ribeiro e Anderson Mastrangelo. Apesar de nunca termos nos visto antes, a energia da equipe fluiu muito bem. Num esporte como a corrida de aventura a integração da equipe é um fator bastante importante. Questões como confiança, cooperação e espírito de grupo são determinantes nas situações que podem ocorrer em provas como essa.
Retiradas de kits, Briefing com todos os detalhes do percurso, levar as bikes para o AT (área de transição, onde pegaríamos as bikes após 3km de remo + 23km de treking) e preparar as mochilas para a largada. Friozinho na barriga...
22h no Iate Clube de Angra, hino tocando, foi dada a largada. Enquanto Anderson e Murilo nadavam rio acima, eu e Guilherme largamos remando para dar a volta na ilha e depois subir o mesmo rio. Encontramos com os dois na saída do rio e iniciamos o que seria a parte mais complexa do percurso: o trekking seguiria por dentro de uma mata fechada subindo de uma maneira insana. Logo no início da trilha já encontramos diversas equipes "batendo cabeça" pra achar o caminho em direção ao PC1 (um túnel lá no alto do morro por onde passava uma ferrovia que deveríamos seguir). Batemos as nossas e acabamos subindo o morro por um caminho paralelo ao que deveria ser feito, evidentemente bem mais fechado e difícil (se dá pra complicar, pra que facilitar, não é mesmo? rs). Chegamos ao topo da montanha e ficamos perdidos procurando acesso ao PC que estava logo abaixo de nós, literalmente. Mas o mato era muito fechado, e não existia caminho de onde estávamos para o túnel. Depois de inúmeras tentativas, azimutes pra lá e pra cá, encontramos outra equipe perdida com o mesmo problema. Agora eramos 8 no meio do mato e já passava das 3:30 da manhã. Os navegadores se reuniram enquanto nós descansamos e aproveitamos para comer um pouco. A esta altura era pra já estarmos alcançando o PC3 e o stress psicológico começou e ficar mais evidente. Já trabalhávamos com a 1a linha de corte da prova enquanto nossas alternativas íam se esgotando. Lá pelas 5h continuávamos com o mesmo problema. Sugeri esperarmos clarear para podermos enxergar uma linha de alta tensão que chegava no PC1 e assim tentar acessar de volta o percurso. Este foi um momento decisivo. Já estávamos dentro do corte, fato. Caso conseguíssemos voltar pra prova ainda teríamos todo o percurso pela frente depois de um desgaste físico e psicológico da noite passada na floresta. Foi feita uma votação e decidiu-se por abandonar a prova. A outra equipe perdida foi a primeira a descer. Ainda resistimos um pouco, ninguém queria abandonar, desistir. Pelo menos essa não era minha intenção. Iniciamos então nossa triste descida, pelo lado contrário do morro, em direção a Belem, de onde pegamos um ônibus de volta para o local da chegada - ainda bem que eu levei dinheiro...
Uma mistura de sentimentos tomava conta da equipe. Frustação, conformismo, raiva, alívio, um pouco de tudo. Chegamos de volta e a desistência era mesmo realidade. Agora era tomar um banho, assistir a chegada da prova, dar os parabéns aos amigos, almoçar e pé na estrada.
Infelizmente não completamos a prova, mas como disse o Guilherme "todos mostraram que são ¨gigantes da aventura¨, que mesmo na dificuldade mantêm a vontade e o bom humor".
Partimos para Angra ainda na 6a na tentativa de descansar bastante antes da prova. Lá pra meio dia de sábado encontrei e conheci minha equipe: Guilherme de Biasi, Murilo Ribeiro e Anderson Mastrangelo. Apesar de nunca termos nos visto antes, a energia da equipe fluiu muito bem. Num esporte como a corrida de aventura a integração da equipe é um fator bastante importante. Questões como confiança, cooperação e espírito de grupo são determinantes nas situações que podem ocorrer em provas como essa.
FOTOS :: Vivian Camhi
22h no Iate Clube de Angra, hino tocando, foi dada a largada. Enquanto Anderson e Murilo nadavam rio acima, eu e Guilherme largamos remando para dar a volta na ilha e depois subir o mesmo rio. Encontramos com os dois na saída do rio e iniciamos o que seria a parte mais complexa do percurso: o trekking seguiria por dentro de uma mata fechada subindo de uma maneira insana. Logo no início da trilha já encontramos diversas equipes "batendo cabeça" pra achar o caminho em direção ao PC1 (um túnel lá no alto do morro por onde passava uma ferrovia que deveríamos seguir). Batemos as nossas e acabamos subindo o morro por um caminho paralelo ao que deveria ser feito, evidentemente bem mais fechado e difícil (se dá pra complicar, pra que facilitar, não é mesmo? rs). Chegamos ao topo da montanha e ficamos perdidos procurando acesso ao PC que estava logo abaixo de nós, literalmente. Mas o mato era muito fechado, e não existia caminho de onde estávamos para o túnel. Depois de inúmeras tentativas, azimutes pra lá e pra cá, encontramos outra equipe perdida com o mesmo problema. Agora eramos 8 no meio do mato e já passava das 3:30 da manhã. Os navegadores se reuniram enquanto nós descansamos e aproveitamos para comer um pouco. A esta altura era pra já estarmos alcançando o PC3 e o stress psicológico começou e ficar mais evidente. Já trabalhávamos com a 1a linha de corte da prova enquanto nossas alternativas íam se esgotando. Lá pelas 5h continuávamos com o mesmo problema. Sugeri esperarmos clarear para podermos enxergar uma linha de alta tensão que chegava no PC1 e assim tentar acessar de volta o percurso. Este foi um momento decisivo. Já estávamos dentro do corte, fato. Caso conseguíssemos voltar pra prova ainda teríamos todo o percurso pela frente depois de um desgaste físico e psicológico da noite passada na floresta. Foi feita uma votação e decidiu-se por abandonar a prova. A outra equipe perdida foi a primeira a descer. Ainda resistimos um pouco, ninguém queria abandonar, desistir. Pelo menos essa não era minha intenção. Iniciamos então nossa triste descida, pelo lado contrário do morro, em direção a Belem, de onde pegamos um ônibus de volta para o local da chegada - ainda bem que eu levei dinheiro...
Uma mistura de sentimentos tomava conta da equipe. Frustação, conformismo, raiva, alívio, um pouco de tudo. Chegamos de volta e a desistência era mesmo realidade. Agora era tomar um banho, assistir a chegada da prova, dar os parabéns aos amigos, almoçar e pé na estrada.
Infelizmente não completamos a prova, mas como disse o Guilherme "todos mostraram que são ¨gigantes da aventura¨, que mesmo na dificuldade mantêm a vontade e o bom humor".



